quarta-feira, 3 de junho de 2009

Governo democrático, sindicalismo classista

(Publicado no site da Revista Algomais www.revistaalgomais.com.br ).


Um fato comum, mas nem tanto. Os professores da rede municipal de ensino no Recife foram à luta sustentando uma pauta de reivindicações ampla e em certa medida ambiciosa em razão do ambiente de crise que afeta as finanças públicas municipais – com destaque para Plano de Cargos e Salário para adaptá-lo a Lei 11.738, a Lei do Piso Salarial Profissional Nacional.

Na outra ponta, a Prefeitura instada a acolher a pauta apresentada pelo Sindicato da categoria com um duplo olhar, o das restrições financeiras e o da necessidade de atendê-la, pelo menos parcialmente, por um dever de justiça e pela necessidade de imprimir qualidade ao ensino.

As negociações propiciaram o entendimento. Ponto para o Sindicato, que se postou com firmeza e habilidade; ponto para o governo municipal (especialmente o prefeito João da Costa e o secretário da Educação, Cláudio Duarte), que se conduziu com sensibilidade e abertura.

Porém há mais que assinalar do que o comportamento correto e produtivo do Sindicato e da Prefeitura. O conteúdo do acordo firmado dá a medida dos avanços conquistados – de ambas as partes.

A Prefeitura se comprometeu a implementar, já a partir de julho (quando a Lei dava prazo às prefeituras até dezembro) as alterações na tabela de vencimentos do Plano de Cargos e Salário com vistas à adequação da Lei do Piso. Esse o ponto que propiciou o fim da greve, segunda-feira passada.

Outras conquistas dizem respeito à qualificação do padrão de ensino, como a oferta aos professores de novas tecnologias de informação e comunicação que contemplem: cessão de notebook para uso nas atividades pedagógicas; ajuda de custo para garantia de conexão a internet, por meio de banda larga e disponibilidade de portal na web para auxiliar os docentes nas atividades cotidianas de planejamento pedagógico; assim como um programa de incentivo à pós-graduação, com garantia de 12 turmas de cursos de especialização (média de 35 por turma) em educação por ano, beneficiando 420 docentes em 2009, totalizando 48 turmas em 04 anos.

Moral da história: os professores não querem apenas melhores salários, desejam contribuir para a melhoria do ensino público – ponto de convergência com o governo democrático. Ambos se fortalecem – o Sindicato, que adquire feição classista, no sentido de ir além dos interesses corporativos e defender os interesses gerais da população; e a Prefeitura, que dá um passo adiante na concretização dos seus objetivos programáticos.


Luciano Siqueira
www.lucianosiqueira.com.br

terça-feira, 2 de junho de 2009

A falência da GM e de um modelo de mundo.

Um dos assuntos mais falados na mídia desses últimos dias é a falência da General Motors e o socorro do governo norte-americano a esta , assumindo inclusive uma parte da mesma.Os ideólogos ,hoje meio escondidos é verdade,do liberalismo econômico devem estar de cabelos em pé.O governo Obama vem intervindo na economia e garantindo uma sobrevida ao país no meio da crise que vai se amainando.
Como os EUA são o centro da crise lá as coisas não são tão rápidas nem tão simples , a política de desmonte do governo Bush e a maneira predadora de tratar o resto do mundo deixaram sérias sequelas no cenário nacional e internacional.
Mas que dá um gostinho de ver a maior potência do mundo seguindo uma cartilha estatizante , se exagerássemos , até meio "progressista", pode ter certeza que dá.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Greve de Professores pipocam em Pernambuco.

Desde semana passada professores e trabalhadores em educação começaram a caminhar no sentido de realização de greves da categoria.O movimento começou em Olinda , chegou a Recife e hoje foi deflagrado em Jaboatão e na rede particular do ensino.
o momento é marcado pela reivindicação pela implantação do piso salarial nacional , Planos de Cargos e Carreiras para administrativos( em Jaboatão) e manutenção das férias do meio de ano com aumento de salário nas pagas.É marcante a grande adesão nas assembleias que iniciaram o movimento , em particular do Sinpro da rede privada que realizou simultâeas na capital , Petrolina , Serra Talhada , Araripina e Garanhuns.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco vai a assembleia dia 3 de junho , quarta , às 9 da manhã na quadra do IEP. Os trabalhadores do estado já possuem o piso mas querem seu reajuste retroativo a janeiro.O que marca o momento é que faltam apenas 12 dias letivos após sua realização para o fechamento do 1° semestre , levando todos a avaliar se este é realmente o melhor formato . É inegável a pressão exercida pelas demais greves , mas é preciso equilíbrio para buscar a tática que leve a vitória dos trabalhadores em educação do estado.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Do Vermelho : O que a Coréia quer com a bomba atômica?



A explosão de mais uma bomba atômica pela República Popular Democrática da Coréia, a Coréia do Norte, na segunda feira (24) e o lançamento de três mísseis que podem atacar navios de guerra (principalmente porta-aviões) desencadeou mais um festival da hipocrisia da diplomacia ocidental e da mídia conservadora.


Uma das alegações é a de que a Coréia é campeã de desrespeito às resoluções da ONU, acusação raramente feita a Israel, uma potência nuclear agressiva que, desde 1967, deixa de cumprir as determinações sobre os palestinos e os territórios ocupados, sendo o principal fator de instabilidade e o principal obstáculo à paz no Oriente Médio.


Israel é ponta de lança do imperialismo na região. Daí o tratamento condescendente que recebe. A Coréia, ao contrário, enfrenta o imperialismo. Já foi taxada por Bush de fazer parte do ''eixo do mal''. Mesmo o governo do democrata Bill Clinton fez pressões e impôs sanções contra a Coréia; elas voltaram a ser colocadas na mesa diplomática pelo governo de Barack Obama, que repetiu velhas ameaças.


Tudo isso porque a Coréia recusa as pressões e põe em prática seu direito soberano de preparar-se para as adversidades. O domínio da tecnologia é um direito básico de todas as nações. Usar a tecnologia para fortalecer o país quando existirem ameaças concretas contra sua soberania faz parte dele.


A política de desarmamento das grandes potências não esconde o objetivo de manter inalterada a distribuição de poder no mundo, que é favorável a elas. Assim, qualquer alteração nesse quadro - o surgimento de uma nova potência nuclear - é entendida como uma reformulação contrária aos interesses daqueles que, hoje, dominam a situação mundial. Daí a hipocrisia dessa política, que recomenda para nações militarmente mais fracas um programa de desarmamento que EUA e demais grandes potências não cumprem e não aplicam em seus países.


Contudo, a acusação feita contra a Coréia, de desestabilizar a região, não pode ser desconsiderada. Uma novidade desse porte - a posse de armas nucleares e o desenvolvimento de mísseis para lançá-las contra alvos adversários - tem o efeito de provocar o rearranjo do poder regional.


De um lado, há o direito de todo país melhorar sua capacidade de defesa contra agressões externas. Mas esse reconhecimento não pode deixar de lado o enorme papel que o esforço diplomático pode desempenhar para enfrentar contradições muitas vezes difíceis de resolver. É lamentável, deste ponto de vista, o impasse das importantes negociações de seis partes (Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Japão, Rússia e EUA).


A ameaça de sanções, tomadas por qualquer instância internacional, além de atentar contra a soberania nacional coreana, ajuda a aumentar a tensão e não resolve os problemas. A Coréia do Norte, diz o analista Yan Xuetong, da Universidade Tsinghua, na China, não quer recompensas financeiras (os EUA querem comprar o fim do programa nuclear coreano, diz ele), mas sim o reconhecimento internacional como potência nuclear. Quer um acordo para normalizar suas relações internacionais e a garantia de que não sofrerá ataques contra sua soberania e independência. É uma argumentação a ser levada em conta e que coloca em termos realistas a pauta para a negociação em seis partes.
Do vermelho.org.br

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Professora Socorro Lacerda vai presidir Conselho da Mulher de Petrolina.


A professora Socorro Lacerda(PCdoB) será a nova presidente do Conselho Municipal da Mulher de Petrolina. Ela foi eleita em votação realizada pelo Conselho e deve tomar posse pelos próximos dias. A informação, com exclusividade, nos foi passada agora há pouco pela vereadora Maria Elena Alencar na sessão ordinária de hoje (25) na Casa Plínio Amorim.
Socorro é conhecida na região por sua luta em prol das causas das mulheres, inclusive defendendo arduamente a Lei Maria da Penha. A vice de Socorro será Maria Alice Moura Cordeiro.

Publicado no Blog de Carlos Britto de Petrolina.

Ex-prefeita Luciana Santos: PC do B defenderá candidaturas competitivas em Petrolina


Na segunda parte da nossa entrevista com a ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos (PC do B), ela falou sobre os rumos do partido em Petrolina.


Perguntada se chegou a hora do PC do B deixar de ser apenas um aliado para assumir um papel de protagonista nos processos políticos na cidade, Luciana ponderou: “nem tanto ao ar, nem tanto à terra”.
Para a ex-prefeita de Olinda, estes “são caminhos que o partido tem a percorrer”. Ela garante, contudo, que o mais importante é consolidar candidaturas com chances reais de êxito dentro da concepção de forças partidárias defendida pelo PC do B.
“Defenderemos sempre candidaturas competitivas. Se no momento a candidatura competitiva for a de um aliado, não vamos nos furtar de participar”, disse Luciana.
Como exemplo ela citou o prefeito de Juazeiro Isaac Carvalho, elogiado por Luciana pelo trabalho que vem fazendo à frente do município. “Isaac não era do partido, mas acabamos nos aproximando pela sua postura correta e por ter contribuído como empreendedor para o desenvolvimento de Juazeiro”, argumenta a ex-prefeita.
“Em Petrolina o partido está sempre de olho em alguém que possa se enquadrar nessas possibilidades. Mas o fundamental é ter pessoas que pensem como o partido, tenham idéias do partido, e não apenas para serem candidatos”, ressaltou.
Mas ela sabe que alguns fatores transformaram o PC do B num partido que não pode se contentar mais com papeis secundários.
Haja vista a eleição de Luciana para a prefeitura de Olinda (em 2000), sua reeleição em (2004) e a eleição do seu sucessor, Renildo Calheiros - além de já ter emplacado o deputado federal Aldo Rebelo à presidência do Congresso - e do papel que o PC do B vem tendo dentro da frente que elegeu o presidente Luis Inácio Lula da Silva desde 2002.
A meta,conforme a ex-prefeita, é de fazer de três a quatro deputados estaduais em Pernambuco, e de 25 a 30 deputados federais pelo país. “Queremos superar a contradição de ser um partido de muita influência política, mas de pouca força eleitoral”, concluiu.


Por Antonio Carlos Miranda no Blog do Carlos Britto de Petrolina.

sábado, 23 de maio de 2009

Luciana Santos dá entrevista no Blog de Carlos Britto em Petrolina.




Depois do ex-prefeito João Paulo (PT), outra liderança política da Região Metropolitana do Recife (RMR) esteve em Petrolina neste último final de semana: a ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos (PC do B).
Em visita ao Blog, Luciana informou ter sido convidada para um congresso estadual dos estudantes de Pernambuco, que se encerra neste domingo (24) na Univasf (até porque começou sua militância política pautada nos movimentos estudantis).
Mas aproveitou, claro, para intensificar os contatos políticos por estes rincões. Tanto é que estava acompanhada do prefeito de Juazeiro (BA), Isaac Carvalho e seu assessor ex-vereador Paulo César, do presidente municipal do PC do B em Petrolina, Robério Granja e sua esposa Socorro Lacerda.
Perguntada sobre uma eventual candidatura na majoritária, a ex-prefeita não descartou seu nome e nem o do vereador do Recife, Luciano Siqueira, como opções do partido para 2010.
Lembrou também que no ano passado o desempenho do PC do B em capitais como Rio de Janeiro, Porto Alegre Belo Horizonte, São Luis e Aracaju - além de Olinda, onde fez o sucessor dela, Renildo Calheiros - consolidou o partido como uma grande força.
Mas ratificou - como fez o mesmo João Paulo na semana passada - que o momento é para discussões internas. “Cada partido precisa discutir sua vida para depois conversar com as forças para fechar esse processo”, ponderou Luciana, referindo-se à majoritária.




Texto de Antonio Carlos Miranda publicado no Blog de Carlos Britto.